segunda-feira, 3 de maio de 2010

Alimentos para ativar a memória

No decorrer da vida, as células, inclusive as do cérebro, são danificadas pelos radicais livres que levam a uma diminuição no ritmo de produção de energia.

A ação destes componentes compromete a atuação dos neurônios, provocam o desaparecimento das sinapses e reduz a capacidade de comunicação entre as células e dessa forma prejudica o funcionamento mental.

Após anos de exposição aos radicais livres, os neurônios podem ser destruídos e com isso podem provocar doenças como Alzheimer, Parkinson e outras doenças degenerativas do cérebro. Apesar de ainda não existirem estudos conclusivos sobre o assunto, alguns estudos sugerem que a melhor maneira de evitar isso é fornecer ao cérebro mais antioxidantes e assim combater os radicais livres.

A nutrição adequada e mudanças no estilo de vida, inclusive exercícios físicos e mentais podem contribuir bastante com o bom funcionamento do cérebro, além de facilitar a captação dos neurotransmissores essenciais a memória.

Veja a seguir alguns alimentos que podem ajudar você a ter uma boa memória:

Gema de ovo - Contém colina, precursor do neurotransmissor acetilcolina, que pode melhorar a memória. Sua deficiência parece estar associada à doença de Alzheimer, causa comum de demência.
Peixes - Principalmente os de água fria (salmão, anchova, sardinha, atum, arenque), são fontes de ácidos graxos ômega 3, poderoso antioxidante.
Frutas e vegetais amarelos - Mamão, manga, pêssego, cenoura, abóbora. São alimentos fontes de betacaroteno, antioxidante que combate o envelhecimento celular.
Frutas vermelhas - Morango, cereja, framboesa, amora, pitanga, melancia e tomate, também possuem pigmentos antioxidantes que combate os radicais livres e ajudam a memória.
Oleaginosas - castanhas, nozes, amêndoas, avelãs, amendoim. Ricas em vitamina E e selênio, também fontes de antioxidantes.

Carnes, aves, grãos integrais, leguminosas, leite e derivados
Estes alimentos são fontes de vitaminas do complexo B. Ajudam a regular a transmissão entre os neurônios. Na carne vermelha você encontra também o ferro que pode colaborar com a boa memória.
Como você pode perceber vários alimentos são fontes de antioxidantes, então aproveite, tenha uma alimentação variada, consuma todos os grupos alimentares diariamente.

Outras recomendações:
- Aleitamento materno, quando possível até os dois anos de idade;
- Procure se alimentar a cada três horas, para manter um adequado aproveitamento de glicose no cérebro;
- Pratique exercícios físicos regularmente, faz bem para o corpo e para a mente;
- Não esqueça do lazer, separe um tempo para você e faça atividades que te proporcionam prazer e bem-estar.
- Faça atividades que estimulem o raciocínio como palavras cruzadas e outros jogos.
Siga nossas dicas e recomendações e ative sua memória!

Fontes:

ARAÚJO, R. S. Q. Memória: Abordagem Nutricional. Revista NUTRIÇÃO Saúde & Performance, edição 34, 2007.
CARDOSO, L. Nutrindo o Cérebro. Revista NUTRIÇÃO em Pauta, edição Março/Abril, 2003.

Fonte:http://www.linearclipping.com.br/cfn/detalhe_noticia.asp? cd_sistema=140&codnot=744505

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Espinafre não faz bem só para o Popeye

Popularizado no mundo todo nas aventuras do desenho animado do marinheiro Popeye, o espinafre é um alimento rico em sais minerais, como ferro, cálcio e fósforo, e possui alta concentração de vitaminas dos complexos A e B. Estas propriedades transformam o espinafre em uma fonte de nutrientes fundamental para a formação dos ossos, dentes, construção muscular, coagulação sanguínea e conservação da visão.

Outros dados importantes sobre o espinafre fazem referência à conservação da pele, à proteção do aparelho digestivo e, principalmente, à manutenção do sistema nervoso, tornando-se essencial para o desenvolvimento dos nervos e do cérebro. De acordo com uma pesquisa realizada em 2008 pela Universidade da Califórnia, o espinafre faz parte de um grupo de alimentos antioxidantes responsáveis pelo melhoramento das atividades mentais do ser humano.

Segundo o estudo, o cérebro consome muita energia para funcionar e isso resulta na sobra de resíduos químicos oxidantes. É neste momento que alimentos como espinafre, nozes, castanhas, óleos vegetais, lentilha, couve-flor, aspargo e abacate começam a trabalhar para eliminar as substâncias em excesso, "desenferrujando" o cérebro. Assim como a maioria das hortaliças de folhas verde-escuras, o espinafre é recomendado principalmente para gestantes e crianças, pois previne a anemia e a desnutrição.

Para aproveitar e potencializar os nutrientes presentes na hortaliça, especialistas recomendam que o espinafre seja consumido nas principais refeições do dia. Para facilitar esta ingestão, o espinafre pode ser utilizado nas mais variadas receitas, como tortas, suflês, refogados e saladas cruas.


Fonte: CFN

quarta-feira, 28 de abril de 2010

'Sal demais é saúde de menos'

Cortar o sal da alimentação é o primeiro passo para quem está de olho na pressão. alimentos industrializados, conservas e bebidas alcoólicas também devem ser cortados da dieta dos hipertensos.

A dieta pobre em sódio, principal elemento do sal de cozinha, por exemplo, ajuda a diminuir a pressão arterial. Os benefícios podem ser ampliados com uma dieta rica em potássio, magnésio e cálcio, usados na chamada dieta Dash - Dietary Approaches to Stop Hypertension, em inglês, o que significa, métodos para combater ahipertensão por meio da dieta, em uma tradução livre.

Além de evitar alimentos salgados, o hipertenso deve comer mais frutas, legumes, verduras e cereais, evitando carnes vermelhas e açúcares.

Segundo a nutricionista Isabela Pimentel, do Hospital do Coração, não é apenas a restrição de um alimento que irá melhorar a saúde. "É preciso balancear o que se consome e conhecer qual deve ser a dose diária de sódio", diz.

Segundo ela, uma pessoa hipertensa deve consumir apenas 2.400mg de sódio por dia, o que equivale a 6 gramas de sal de cozinha. "Como não podemos saber a quantidade de sal nos produtos industrializados ou nos alimentos preparados no restaurante, é importante que a pessoa perca o hábito de usar o sal à mesa", explica Isabela. Ela afirma ainda que é preciso adaptar e treinar o paladar para reconhecer o excesso de sal na comida. "Sal demais é igual a saúde de menos", afirma.
Fonte: CFN

terça-feira, 27 de abril de 2010

Hipertensão afeta 30 milhões no País

Destes, 12 milhões não sabem que têm a doença e correm maior risco de ter distúrbios como infartos e derrames. A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) lança na próxima segunda-feira a campanha "Eu sou 12 por 8", que tem como objetivo alertar a população brasileira dos perigos da pressão alta.
A doença, que no início não apresenta sintomas, afeta 30 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Saúde. Destes, 12 milhões não sabem que têm a doença e correm um risco maior de ter outros distúrbios perigosos, entre eles infartos e derrames.

A SBC estima que apenas 10% das pessoas com pressão alta faz regularmente acompanhamento médico e segue suas orientações. Para incentivar a população, personalidades aderiram à campanha, se tornaram embaixadores e já vestiram a camiseta "Eu sou 12 por 8", como a atriz Guilhermina Guinle, o cantor Ney Matogrosso e a apresentadora Sarah Oliveira.

Alguns fatores aumentam as chances de um indivíduo desenvolver hipertensão e parte deles pode ser evitada.

Uma Aalimentação não balanceada, especialmente carregada de sal, pode levar ao quadro hipertensivo. O consumo de bebida alcoólica, o sedentarismo e a obesidade também estimulam a doença.

O Ministério da Saúde acrescenta ainda à lista de fatores de risco: diabetes, histórico de hipertensão na família e ser da raça negra. O órgão avisa que, depois dos 55 anos, 90% dos indivíduos correm o risco de desenvolver hipertensão, mesmo que tenham tido pressão normal até então.

Alguns sintomas que podem ajudar no diagnóstico da doença são dores de cabeça, cansaço, tonturas e sangramentos do nariz. Porém, a única forma segura de identificar a hipertensão é checar regularmente a pressão arterial.

Um levantamento feito pelo Centro de Medicina Nuclear da Guanabara feito com 1.054 executivos indica que 22% dos trabalhadores cariocas têm pressão alta. O médico Eduardo Duarte, responsável pela pesquisa, afirma que é fundamental que as pessoas mantenham os exames em dia para diagnosticar o quadro no início.

Segundo o médico Eduardo Duarte, a mudança no estilo de vida é a principal arma para se combater a doença. Neste caso, é preciso, além de fazer exercício, seguir uma dieta equilibrada, sem sal, embutidos e alimentos processados.


Fonte: CFN

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Perigo.com

Dispara a venda ilegal na internet de remédios para emagrecer, ganhar músculos e até abortar. Oito em cada dez desses produtos são falsificados. E alguns deles não passam de farinha

Para os bandidos, é um crime de altíssima rentabilidade. Para as vítimas, uma armadilha com potencial letal. A venda, pela internet, de remédios para emagrecer, aumentar a potência sexual, ganhar músculos ou provocar abortos triplicou no mundo desde 2005. No Brasil, os números sugerem que o problema é ainda maior. Em 2007, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária apreendeu 2 toneladas de medicamentos de uso controlado destinados a ser comercializados na rede. Dois anos depois, esse volume subiu para 28 toneladas. Não é difícil entender o motivo da explosão.

Oito em cada dez remédios de uso controlado vendidos pela internet são falsificados. Assim, enquanto 1 quilo de heroína rende ao traficante um lucro de, no máximo, 3 000 dólares, a mesma quantidade de um "remédio" para impotência, por exemplo - quase sempre um composto de pura farinha ou substância menos inócua -, pode render até 75 000 dólares. "Há uma tendência mundial no crime organizado, já identifi cada pela Interpol, de migrar do tráfico de drogas para o de medicamentos piratas", disse a VEJA a alemã Sabine Kopp, secretária executiva da Força-Tarefa Internacional de Combate à Falsificação de Produtos Médicos da Organização Mundial de Saúde.

No Brasil, toda venda pela internet de medicamento de uso controlado, seja ele verdadeiro, seja pirata, é ilegal. Só as farmácias podem fazê-lo, e mediante a apresentação de receita médica pelo comprador. Para driblar a lei, no entanto, basta um clique. Depois de escolher um entre dezenas de sites de classificados on-line que oferecem de anabolizantes a derivados de anfetamina, a reportagem de VEJA encomendou, por e-mail, dois medicamentos de venda proibida no Brasil, o Acomplia, para combater a obesiidade, e o Cytotec, criado para o tratamento de úlcera gástrica, mas frequentemente usado como abortivo. O princípio ativo do Acomplia é o rimonabanto. Proibida desde 2007 nos Estados Unidos, a substância foi banida no ano seguinte, no Brasil e na Europa, depois que cinco usuários do medicamento se suicidaram no Reino Unido no período de três meses.


As mortes foram associadas ao uso do remédio - que, por alterar o sistema de recompensa do cérebro, pode levar à depressão profunda. No lugar do Acomplia, o pacote que chegou pelo correio trazia o Redufast, nome de um medicamento com o mesmo princípio ativo, o rimonabanto, fabricado por um laboratório do Paraguai e também retirado do mercado daquele país. Já o Cytotec, cujo princípio ativo é o misoprostol, chegou em uma cartela de Misoprost-200, supostamente um genérico do produto fabricado na Índia. Foi entregue por um motoboy dentro de uma caixa de telefone celular, com um "manual" que explicava como usar o remédio para provocar aborto. O tal manual não mencionava que o uso do misoprostol é especialmente perigoso para mulheres que se submeteram a cesariana ou que já atingiram o quinto mês de gestação. Os dois medicamentos adquiridos por VEJA foram enviados à Anvisa.

Apenas 20% dos remédios de uso controlado vendidos pela internet são verdadeiros. A estimativa é do delegado Adílson Bezerra, assessor-chefe de Segurança Institucional da Anvisa. Em geral, eles são produto de contrabando, roubos de carga ou furtos em hospitais. Os outros 80%, falsificados, quase sempre entram no país pelo Paraguai, tendo passado antes por portos do Chile ou do Peru. Sua fabricação, no entanto, se dá bem mais longe, na China e na Índia. E geralmente em condições deploráveis, como se pode observar pela foto de um "laboratório" chinês que ilustra esta reportagem (veja abaixo). A foto foi obtida pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America, entidade que reúne as grandes indústrias farmacêuticas americanas. "Tanto a Índia quanto a China não respeitam patentes. Por causa disso, é muito mais fácil adquirir lá os princípios ativos necessários para fazer as falsificações", afirma Lori Reilly, vice-presidente para política e pesquisa da entidade. Isso quando há algum traço de princípio ativo nesses produtos.

Um estudo publicado neste mês pelo laboratório Pfizer no International Journal of Clinical Practice mostrou que apenas um em cada dez comprimidos de Viagra apreendidos no Reino Unido sob suspeita de ser pirateados continha o princípio ativo sildenafila numa quantidade igual ou que variasse em até 10% em relação ao anunciado na embalagem. Um em cada quatro não tinha nem vestígio da substância. A análise das pílulas apreendidas revelou ainda a presença de metronidazol, medicamento usado no tratamento da amebíase, paracetamol, analgésico que pode causar insuficiência hepática quando ingerido em grandes quantidades e combinado com álcool, e até tinta de impressora - azul, é claro, a cor do comprimido mundialmente conhecido para tratamento da disfunção erétil. "Quem compra medicamentos de uso controlado pela internet não faz ideia do que está ingerindo", diz o delegado Bezerra. "O único objetivo do falsificador é, obviamente, fazer a pílula parecer com a verdadeira."

De acordo com o Center for Medicine in the Public Interest, centro de pesquisas independente de Nova York voltado para questões relacionadas a medicina, a venda ilegal de medicamentos pela internet deve movimentar neste ano 21 bilhões de dólares apenas com os produtos piratas. Os campeões de vendas são os medicamentos usados como estimulantes sexuais. Segundo um relatório da Interpol a que VEJA teve acesso, 21 países, incluindo o Brasil, identificam os remédios contra disfunção erétil como os mais pirateados. Em segundo lugar, estão os medicamentos para tratamento da obesidade, indicados como predominantes em sete países.

A impulsionar o tráfico e a falsificação de medicamentos está o fato de que as penas para o delito são, em geral, bem menores do que as previstas para outros crimes. Nos Estados Unidos, uma pessoa que é flagrada vendendo remédios ilegais pela internet ficará no máximo três anos na cadeia, enquanto quem falsifica dinheiro pode ficar até vinte anos. O Brasil, felizmente, é uma exceção à regra. Aqui, a pena mínima para a venda de medicamentos falsificados prevê cinco anos a mais do que a do tráfico de drogas. A pena máxima, de quinze anos, é a mesma para os dois crimes.

Mesmo assim, a atividade tem crescido em velocidade espantosa. Segundo o delegado Carlos Eduardo Sobral, chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, o crime organizado ainda não se apropriou dela. Está na mão de indivíduos. "Prendemos desde donos de academia de ginástica até comerciantes que traficavam medicamentos para complementar a renda", diz. A polícia acredita ter tirado de circulação, em janeiro de 2009, o maior vendedor de medicamentos ilegais pela internet do país: Fábio Carvalho Alves, ex-balconista de farmácia e morador de Goiânia (GO), que chegava a faturar 30 000 reais por mês com o negócio. Dono de mais de vinte sites e páginas no Orkut, ele recorria a um método ardiloso para atrair compradores: criava perfis falsos na rede para travar os primeiros contatos com suas vítimas e, em seguida, tentava induzi-las a comprar seus produtos. Num desses falsos perfis, Alves colocou a foto de uma mulher obesa de costas.

Sobre a image m, anunciava: "Sou gorda e me odeio". Durante semanas, ele trocava mensagens com pessoas que se identificavam com o personagem inventado e outras que conhecia em comunidades virtuais relacionadas à obesidade. A todas, relatava o sofrimento causado pela sua falsa condição. Depois de um tempo, mudava o discurso: havia descoberto um remédio ótimo, que podia ser comprado na internet etc. O vendedor recomendado era, claro, ele mesmo. Se usar remédios controlados sem acompanhamento médico é um risco à saúde, comprá-los pela internet duplica essa ameaça. No mínimo.

Fonte: CFN

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Ovo faz mal?

O alimento pode ser incluído na ALIMENTAÇÃO sem medo.

Uma pequena refeição rica em proteína - cerca de 10% a 15% do seu total - o ovo já foi considerado, na década de 1950, o grande vilão das dietas alimentares por possuir alta concentração de colesterol. Com o passar dos anos, e dos estudos, os médicos descobriram que, na realidade, esse item não era tão prejudicial assim. Diante da antiga má fama, esse ingrediente passou a ser visto como uma ótima fonte de proteinas, vitaminas do complexo B, antioxidantes e minerais.

Sempre foi muito disseminado, como já foi dito, que o ovo, por inteiro, seria rico em colesterol. Mas a bem da verdade, a única parte dessa pequena esfera que poderia ser prejudicial à saúde humana seria a gema - contendo cerca de 200 a 250 miligramas de colesterol por unidade. A clara, em contrapartida, é composta em sua maior parte por proteínas, podendo, inclusive, ser utilizada como paliativo para algumas doenças. "A proteína é um regenerador natural. Uma pessoa que fez algum tipo de cirurgia ou sofre de desnutrição protecalórica pode fazer o uso desse alimento como um auxiliador no processo de cura", afirma a Nutricionista Geise Belo.

Mas, o quanto podemos ingerir desse alimento tão rico em propriedades benéficas? "A quantidade ainda é relativa. Acredito que a média para uma pessoa que não sofre com alta taxa de colesterol ruim é de quatro ou cinco unidades por semana. Já as que têm algum tipo de problema, podem consumir no máximo três vezes", orienta Geise. Não pense, entretanto, que a restrição é exclusiva para pessoas que possuam o colesterol elevado. Algumas podem desenvolver alergias ao ovo e a suas substâncias e, por conta disso, não é recomendável dá-los para crianças menores de dez meses, pois o organismo ainda não está bem definido com relação a produtos muito fortes.

Há ainda outros pontos muito importantes a considerar. Uma delas é a forma como ele é consumido. Muitos atletas e jovens têm feito o uso deste produto cru, algo que é extremamente arriscado à saúde. "O que eles não sabem é que esse ingrediente pode estar contaminado com a salmonela, que é facilmente desativada quando aquecida. Por isso, é ideal que ele seja consumido apenas cozido ou frito", alerta. A compra dos ovos é outra questão que merece atenção por parte do consumidor. É fundamental identificar se eles não estão rachados - favorecendo a entrada de bactérias - e manchados ou sujos - o que pode sinalizar que eles já estão apodrecendo. E tem mais. Depois de selecionados com qualidade, não se pode descuidar, há também a preocupação com a preservação. Precisam ser guardados dentro da geladeira, em uma das prateleiras, e nunca na porta do eletrodoméstico, como é comum. "O prazo máximo de conservação é até 20 dias, sob temperatura de aproximadamente 10°C" completa.

Serviço

Geise Belo é Nutricionista com especialidade em vigilância sanitária e Nutrição clínica do Hospital da Restauração e supervisora de alimentos da Vigilância Sanitária do Recife.


Fonte: CFN

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Consumo de refrigerante vira epidemia nacional

Eles estão presentes nas festas de aniversário, nos almoços e muitas vezes são consumidos diariamente. Recente pesquisa do Ministério da Saúde, baseada em entrevistas com 54.367 pessoas, mostra mostra que o número de brasileiros que consomem regularmente refrigerantes e bebidas açucaradas cresceu 13,4 % em um ano. Em 2008, 24,6% da população com mais de 18 anos consumia este tipo de bebida cinco ou mais vezes na semana. Em 2009, o índice subiu para 27,9%.

- É um dado preocupante, sobretudo pela velocidade do crescimento - afirma Deborah Malta, coordenadora da pesquisa do Ministério da Saúde.

Dados de outra fonte, o IBGE, mostram o crescimento cumulativo: entre 1975 e 2003, o consumo de refrigerantes e bebidas açucaradas aumentou nada menos do que 400% no país.

O alto consumo de refrigerantes está associado não só à obesidade, pois eles contêm, além do açúcar, altas taxas de sódio, o que aumenta o risco para quem tem hipertensão e problemas renais.

O consumo de refrigerantes está sendo alvo de estudos de instituições científicas brasileiras.

Como já é um componente incorporado aos hábitos das famílias, pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro avaliaram o impacto da ingestão excessiva sobre a saúde infantil - e a consequência disso na idade adulta.

Os pesquisadores da Uerj compararam o consumo de refrigerantes e outras bebidas açucaradas com o de leite em 1.423 estudantes, entre 9 e 16 anos, de escolas municipais e estaduais de Niterói. O consumo de refrigerantes e sucos industrializados representou cerca de 20% do total de energia média consumida diariamente. Por outro lado, o consumo de leite deixa a desejar: menos de 40% dos estudantes que participaram da pesquisa relataram consumir leite duas vezes por dia ou mais.

Em relação ao iogurte, aproximadamente 52% dos adolescentes referiram consumir nunca ou quase nunca.

Os dados ainda indicaram que quanto maior a faixa etária, menor o consumo de leite e maior a de refrigerantes.

"Esse achado é preocupante, uma vez que a necessidade de cálcio nessa faixa etária é alta, e recomenda-se a ingestão de três porções de leite magro ou derivados, diariamente, visando à promoção da densidade mineral óssea e crescimento linear adequado durante o período da adolescência, e à prevenção da osteoporose e outras complicações provenientes da deficiência de cálcio na vida adulta", informam os pesquisadores em artigo publicado na revista Cadernos de Saúde Pública da Fiocruz.

Além disso, segundo os pesquisadores, a obesidade na adolescência tende a persistir na fase adulta e, dentre os fatores a ela relacionados, está o consumo de bebidas açucaradas.

"O alto consumo de bebidas açucaradas decorre da propaganda indiscriminada destes produtos, atingindo facilmente domicílios e instituições de ensino, onde há uma aglomeração de crianças e adolescentes, estimulando o seu consumo nesta faixa etária", comentam os pesquisadores da Uerj. "Além disso, o baixo preço dessas bebidas associado ao gosto agradável também são fatores que incentivam o seu consumo".

Outro levantamento, realizado pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) no ano passado, apontou que os pais têm grande responsabilidade nestes hábitos. Ao entrevistar 270 famílias, os pesquisadores descobriram que 67% dos bebês com menos de 2 anos já tinham experimentado refrigerante.



Fonte: CFN