segunda-feira, 31 de maio de 2010

Estudo mostra benefício de alimentos ricos em magnésio para o cérebro

Recente pesquisa mostrou que o aumento da presença de magnésio no cérebro melhora a aprendizagem e a memória em ratos jovens e velhos. O estudo, publicado no final de janeiro na Revista Neuron, sugere que o aumento da ingestão de magnésio pode ser uma estratégia válida para melhorar capacidades cognitivas e apóia a especulação de que níveis inadequados de magnésio prejudicam a função cognitiva, levando à rápida deterioração da memória em seres humanos envelhecimento.

O estudo foi conduzido pelo professor Guosong Liu, diretor do Centro de Aprendizagem e Memória da Universidade de Tsinghua, em Pequim, China. "O magnésio é essencial para o bom funcionamento de muitos tecidos do corpo, incluindo o cérebro e, em um estudo anterior, demonstramos que o magnésio promove plasticidade sináptica em células do cérebro de cultura", explica o Dr. Liu. Segundo ele, foi "tentador levar nossos estudos um passo além e investigar se um aumento nos níveis de magnésio reforçaria a função cognitiva do cérebro em animais."

Considerando a dificuldade de aumentar os níveis de magnésio no cérebro com suplementos orais tradicionais, Dr. Liu e colegas desenvolveram um novo composto de magnésio, magnésio-L-threonate (MGT), através de suplementação alimentar.
Dr. Liu ressalta ainda que metade da população dos países industrializados tem um déficit de magnésio, o que aumenta com o envelhecimento. Esta carência pode muito bem contribuir para o declínio da memória dependente.

Magnésio na sua dieta pode acarretar ossos mais fortes

É bom lembrar que estudo publicado há 4 ano sno Journal of the American Geriatrics Society já demonstrou que a ingestão de magnésio através de dieta e de suplementos está positivamente associada com a densidade óssea em todo o corpo, especialmente em pessoas idosas brancas. Os investigadores dizem que os efeitos são semelhantes ao do cálcio.
Mais de 2.000 homens negros e brancos e mulheres com idades entre 70-79 anos de idade foram convidados a preencher um questionário para determinar o magnésio consumido a partir de alimentos e suplementos diferentes. Além disso, os pesquisadores realizaram testes de densidade mineral óssea sobre os participantes.

O estudo revelou que aqueles que ingeriram mais magnésio tinham a densidade óssea significativamente maior do que aqueles que ingeriram menor quantidade de magnésio. Para cada 100 miligramas por dia aumento na ingestão de magnésio, os dados mostraram um aumento de 1% na densidade óssea.

O magnésio mantém ossos e dentes fortes e controla a transmissão dos impulsos nervosos e as contrações musculares. Ele ainda ativa reações químicas que produzem energia na célula. Alimentos ricos em magnésio incluem castanhas, soja, leite, peixes, verduras, cereais e pão.



fonte: Sciense Daily

sábado, 29 de maio de 2010

Distúrbio alimentar pode ser herdado

Os transtornos alimentares, cuja complexidade dificulta o conhecimento das causas, podem também ser herdados. Pesquisadoras da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP identificaram a herança psíquica dessas doenças atravessando gerações. Os resultados da pesquisa foram apresentados no último mês de março pela psicóloga Christiane Baldin Adami Lauand em sua dissertação de mestrado As experiências alimentares de mães com filhas portadoras de transtornos alimentares: investigando a transgeracionalidade.

Estudo da EERP analisou hábitos alimentares das mães de adolescentes com anorexia O estudo envolveu mães de adolescentes com anorexia nervosa que frequentaram o grupo de apoio psicológico aos familiares do Grupo de Assistência em Transtornos Alimentares (GRATA) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP) da USP no ano de 2008. A psicóloga delimitou o número de mães por saturação dos dados obtidos por entrevistas com cinco mães. A análise foi qualitativa e o critério de seleção adotado foi que elas deveriam ter participado do grupo de apoio psicológico em 2008.

O estudo investigou os hábitos alimentares das mães buscando compreender a existência de transmissão psíquica. A psicóloga queria conhecer a relação que as mães construíram com a alimentação e o que aconteceu depois do diagnóstico de transtorno alimentar da filha. Chamou a atenção, o fato de a maioria das mães trazer história de restrição alimentar em algum momento da vida, principalmente na infância, seja por questões financeiras ou restrição auto-imposta.

"Eram ruins de boca", lembra Christiane, dizendo que assim se classificavam. "Não gostavam de comer, não queriam comer. Em comum, todas vivenciaram situações de restrição alimentar e, agora, suas filhas estavam sofrendo de anorexia nervosa", conta a pesquisadora.

Repetição

A pesquisa mostrou que, depois do episódio de restrição, essas mães tentaram modificar um pouco a história. Ao se tornarem mães, muitas delas ofereciam aos filhos abundância de comida ou alimentos muito calóricos. Queriam dar aquilo que não tiveram. Num determinado momento, entretanto, as filhas passaram a restringir, por si mesmas, todo o alimento que tinham em excesso.

Christiane garante que esse mecanismo não é regra para todas as filhas de mães que viveram situações de restrição alimentar. "De alguma forma, aquela filha têm um psiquismo que absorve isso. E fica tentando resolver o problema que foi adquirido", explica. No próprio cuidado materno, a mãe transmite conteúdos para essa filha, influenciados por aspectos inconscientes. "A gente não sabe como essa mãe lidou com o seu trauma; ele deve ter ficado lá e, como um 'fantasma', pode ressurgir a qualquer momento", diz.

Quando as filhas adoecem, estas mães reavivam suas experiências alimentares. "Muitas adoecem juntamente com as filhas, não sentem mais prazer em se alimentar, perdem peso, perdem confiança na alimentação e no ato de alimentar os outros, passam a não mais fazer refeições juntamente com a família, nem mesmo em datas comemorativas". A psicóloga afirma que essa situação não é algo que surgiu agora, já aconteceu antes, especialmente na infância delas.

Vivências

A professora orientadora da pesquisa, Rosane Pilot Ribeiro, chama a atenção para o caráter afetivo da alimentação e também para o simbolismo que o alimento confere às relações sociais e emocionais, tendo na família importante instrumento de transmissão de rituais e regras dietéticas. "O alimento não serve apenas para suprir necessidades fisiológicas, mas vem carregado de vivências afetivas, significados", lembra Rosane, alertando para o fato de que, se esses transtornos são transmitidos pelas gerações, não adianta apontar ou achar um culpado. "Não é culpa da mãe", defende a professora.

A psicóloga Christiane completa: "Na questão geracional, não há culpados. Há um conteúdo transmitido que atravessa gerações", garante. "Mas devido à complexidade dos fatores que envolvem a doença, uma série de aspectos necessita de análise para entender o transtorno alimentar. O foco está na doença da filha, mas trata-se de uma rede: constituição da mente da paciente, questões sociais, culturais, biológicas, genéticas, padrões de vínculo e a transmissão transgeracional. A abordagem da vida materna, sua história e os significados que atribuiu à sua alimentação conferem o aspecto inédito ao trabalho, aponta Rosane. "É um estudo importante e inovador em termos de transmissão psíquica envolvendo transtorno alimentar", conclui.


Fonte: Portal Nutrição Orgânica

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Anabolizantes Maquiados

Um estudo feito no Estado de São Paulo pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) concluiu que um em cada quatro produtos comercializados em academias de ginástica como suplementos nutricionais para praticantes de atividade física tem substâncias de natureza esteroidal não declaradas nos rótulos.

O trabalho analisou 111 produtos comercializados na capital e no interior paulista, apreendidos pelos serviços de vigilância sanitária locais. As análises, realizadas por meio de técnica conhecida por screening por cromatografia em camada delgada, foram realizadas no Laboratório de Antibióticos e Hormônios do Instituto Adolfo Lutz, órgão vinculado à Coordenadoria de Controle de Doenças da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo.

Do total de 28 amostras (25,5%) que apresentaram substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular, 7% tinham sais de testosterona em suas fórmulas. "A identificação dos sais indica que esses produtos contêm esteróides anabolizantes e estão sendo vendidos ilegalmente", disse Maria Regina Walter Koschtschak, pesquisadora da Seção de Antibióticos do IAL que participou das análises, à Agência FAPESP.

"Em contrapartida, 18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras."

Esteróides anabolizantes são drogas fabricadas para substituir a testosterona, o hormônio masculino fabricado pelos testículos que ajuda no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas (efeito androgênico).

"A importância do estudo está na demonstração dos riscos que muitos atletas no Brasil correm ao consumir substâncias desconhecidas, ainda mais se tratando de drogas perigosas que oferecem efeitos colaterais muito variados", afirmou Maria Regina.

Segundo ela, duas portarias de 1998 da legislação brasileira regulamentam os suplementos fixando identidade e características mínimas de qualidade, excluindo os produtos que contenham substâncias farmacológicas estimulantes, hormônios e outras substâncias consideradas como doping pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).

O levantamento também apontou que 85,6% dos suplementos analisados não apresentavam informações de procedência e, das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas. O trabalho mostrou ainda que a forma mais frequente de apresentação dos produtos foi a de cápsula, representando 41% do total de amostras analisadas, por apresentar uma maior facilidade na manipulação e incorporação de outras substâncias farmacologicamente ativas.

Consumo popular

De acordo com o trabalho, alguns dos fatores que contribuem para a explosão de consumo dessas substâncias são o apelo da publicidade, a prática do fisiculturismo e o culto exagerado ao corpo, que enfatiza o desenvolvimento muscular conhecido como vigorexia.

Além disso, a disponibilidade e o livre acesso pela internet aos suplementos nutricionais no comércio internacional e, no Brasil, o consumo nas academias de ginásticas sem orientação de profissionais de saúde resultaram na popularização do uso desses produtos por atletas profissionais e amadores.

"Como consequência da explosão do consumo dos alimentos para praticantes de atividade física e dos suplementos vitamínicos e minerais, estimativas mostram que o mercado mundial desses produtos movimenta cerca de US$ 46 bilhões por ano", contou Maria Regina.

Os hormônios precursores de testosterona apresentam efeitos androgênicos e forte atividade anabólica. "Teoricamente, essas substâncias aumentam a produção de hormônios masculinos por meio do incremento da concentração de precursores exógenos de testosterona. De acordo com os regulamentos do COI, esses hormônios estão classificados na categoria de esteróides anabólicos proibidos", explicou.

Outro estudo para a detecção de anabolizantes, coordenado pela Comissão Médica do COI, revelou que 94 das 634 amostras de suplementos nutricionais, provenientes de 215 fabricantes de 31 países, continham substâncias não declaradas que poderiam levar a um teste positivo de doping aos usuários desses suplementos.

De acordo com a pesquisadora do Instituto Adolfo Lutz, outro fator que influenciou o crescimento do consumo dos suplementos nutricionais foi a passagem do controle desses produtos, em 1994, nos Estados Unidos, do Food and Drug Administration (FDA) para o Dietary Supplement Health and Education (DSHEA).

"O DSHEA define os suplementos dietéticos como sendo aqueles que suprem as necessidades de um ou mais nutrientes, como vitaminas, minerais e enzimas. Além dessas substâncias, são permitidos extratos vegetais, aminoácidos, melatonina e precursores da testosterona, chamados de pró-hormônios, entre os quais a androsteniona, a dehidroepiandrosterona e o androstenediol", disse Maria Regina.

A pesquisadora destaca que, quando ingeridas sem orientação médica, essas substâncias podem causar problemas como impotência sexual, desordens menstruais, insônia, dor de cabeça, acne, aumento dos níveis de colesterol, problemas cardíacos, crescimento indevido de pelos, aumento de agressividade, engrossamento da voz, aumento da pressão sanguínea e até infarto do miocárdio.


Fonte: Agência Fapesp

quinta-feira, 27 de maio de 2010

FAO lança petição global contra fome com participação pela web

A FAO lançou no dia 14/05/2010 uma petição o­n-line pedindo que as pessoas fiquem furiosas com o fato que cerca de um bilhão de pessoas no mundo vivam com fome. O projeto "1billionhungry" (um bilhão com fome, na tradução literal), usa imagens e mensagens fortes para chamar atenção para o problema e pedir um basta à fome.
Um apito amarelo funciona como símbolo da campanha, encorajando as pessoas a apitar contra a fome. Uma petição global o­nline pede que os governos façam da erradicação da fome sua principal prioridade.

"Deveríamos estar furiosos com o vergonhoso fato que seres humanos ainda sofram de fome", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf. "Se você também se sente assim, quero que você dê voz à sua raiva. Todos vocês, ricos e pobres, jovens e idosos, em países em desenvolvimento e desenvolvidos, devem expressar sua raiva sobre a fome mund ial assinando a petição global que está no endereço http://www.1billionhungry.org", acrescentou.

Um dos destaques da campanha é o vídeo promocional estrelado pelo ator britânico Jeremy Irons, no qual ele interpreta um personagem baseado na famosa cena do filme Rede de Intrigas (Network).
O atleta olímpico norte-americano Carl Lewis e o jogador de futebol francês Patrick Vieira estão entre as personalidades dos mundos esportivo e artístico que participaram do lançamento do projeto "1billionhungry".

A Associação das Ligas de Futebol Profissional Européias apresentou um vídeo com jogadores de futebol expressando sua fúria e também promoverá este ano uma "Rodada contra a fome".
Os músicos Anggun, Dee Dee Bridgewater, Dionne Warwick, Fanny Lu, Mory Kanté Noa e Chucho Valdés doaram músicas para a campanha.

O projeto "1billionhungry" tem o apoio de diversas organizações da sociedade civil, entre elas, a Associação Mundial de Bandeirantes. Um número crescente de o­nGs promoverão a campanha através de suas redes.
No Brasil, o Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional é um dos parceiros da campanha."É uma grande injustiça que mais de um bilhão de pessoas tenham que dormir todas as noites com fome e nós agradecemos o foco e compromisso da FAO com essa questão", disse Kátia Maia, responsável pela campanha de alimentação e agricultura da Oxfam.

Se o mundo continuar no mesmo ritmo de redução da fome, o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio de reduzir pela metade o percentual de pessoas com fome até 2015 não será alcançado.
Da cerca de um bilhão de pessoas com fome, 642 milhões vivem na Ásia e no Pacífico, 265 milhões na África Subsaariana, 53 milhões na América Latina e Caribe, 42 no Oriente Médio e norte da África e 15 milhões em países desenvolvidos.

A FAO estima que a produção agrícola global precise aumentar em 70% para alimentar uma população estimada em nove bilhões de pessoas em 2050.
O apoio à agricultura dos países em desenvolvimento está na agenda da Cúpula do Grupo dos Oito, que se reúne mês que vem no Canadá.
Eventos de lançamento da campanha "1billionhungry" foram organizados em diversas cidades do mundo, como Roma (Itália), Yokohama (Japão) e Paris (França).



fonte: Escritório Regional da FAO para América Latina e Caribe

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Menos Sódio

Primeiro vieram os diet e light. Depois, chegaram os orgânicos e mais tarde os produtos livres de gordura trans. Agora, uma nova onda atinge o setor de ALIMENTOS: os produtos com menor nível de sódio. Não é para menos: uma pesquisa feita pelo Ministério da Saúde, divulgada em abril, mostrou que a proporção de brasileiros com hipertensão arterial cresceu 13,5% de 2006 para 2009, atingindo 24% da população.

"Com os índices de obesidade e de doenças cardiovasculares crescendo, os consumidores começam a se preocupar mais com a qualidade da alimentação e essa pressão chega às indústrias", diz Deborah Peixoto, gerente do Instituto Minha Escolha, entidade global de representantes da indústria de alimentos.

"Há consumidores procurando consumir menos sódio, por isso é importante darmos opções para eles", diz Carlos Prax, gerente de pesquisa e desenvolvimento, inovação e qualidade da Arcor. A companhia lançou em abril uma nova versão das bolachas "cream cracker", com teor de sódio 85% mais baixo. O preço é o mesmo da versão tradicional. Mas para manter o produto saboroso, segundo Prax foi preciso fazer mudanças na formulação do produto. "Não foram mudanças significativas", diz ele, sem dar detalhes. "Mas a aceitação do produto tem sido muito boa."

Para baixar o nível de sódio nos alimentos, não basta só retirar o sal do produto, como explica Carolina. Godoy, coordenadora de nutrição do Instituto Minha Escolha, que é mantido por Nutrimental, Perdigão e Unilever. "Muitas vezes é preciso fazer mudanças na fórmula, porque o sódio não está só no sal. Os conservantes têm sódio, mesmo que o alimento seja doce", explica a especialista. É o caso, por exemplo, do ketchup: embora seja usado em pratos salgados, o sabor do condimento é levemente adocicado - característica essa que surpreende o consumidor quando fica sabendo que esse é um dos produtos do mercado com maior concentração de sódio.
"O sódio está presente até nos adoçantes", explica a nutricionista. É por isso que os refrigerantes zero açúcar ou diet são produtos com alto teor de sódio.

Por isso, a PepsiCo resolveu investir em uma campanha publicitária para divulgar que o refrigerante Pepsi Light tem, segundo a companhia, menos sódio que os concorrentes. A empresa também divulgou, em março, que vai reduzir em 25% a quantidade média de sódio por porção em suas principais marcas até 2015.

Seguindo a mesma tendência, a Nestlé, dona da marca Maggi, está lançando a linha Sopão Integralles, com 25% menos sódio. "Desde 2005 a companhia iniciou uma política que implementa um esforço para reduzir os níveis de sódio em todos nossos produtos", diz Salvador Pimentel, diretor da linha de produtos Maggi da Nestlé.

"Essa tendência deve crescer ainda mais, pois a preocupação com os níveis de sódio vêm de consumidores não só das classes mais altas, mas das classes C e D também", diz Deborah, do Minha Escolha. A entidade, presente no país desde 2008, tem um selo para classificar produtos que tenham níveis aceitáveis de sódio e de outras substâncias que, em excesso, podem fazer mal à saúde, como açúcar, gorduras trans e saturadas. "No lançamento do selo, tínhamos 40 produtos. Hoje são mais de 200", diz Carolina. Desde que passou a adotar o programa, a Unilever, segundo sua assessoria de imprensa, já retirou 3 mil toneladas de sódio de seus produtos no país.


Fonte: CFN

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Cuidados com a nutrição na infância garantem vida longa e saudável

Existem evidências científicas que problemas de saúde do adulto podem ser desencadeados já na alimentação infantil. A nutrição na infância tem sido estudada há muitas décadas no sentido de garantir um crescimento saudável, livre de doenças.

Assim já sabemos há muito tempo que o leite materno deve ser o alimento único nos primeiros seis meses de vida, garantindo um crescimento ideal, redução de infecções e alergias, garantindo nos primeiros meses uma vida saudável. “Vale ressaltar que uma criança nos primeiros seis meses dobra o peso de nascimento e triplica seu peso até um ano. É um período onde a nutrição tem papel fundamental na base da saúde”, destaca José Spolidoro, presidente da Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Enteral (SBNPE).

Este assunto será o tema central do Congresso Brasileiro de Nutrição Parenteral e Enteral que ocorrerá em Natal – RN, entre os dias 29 de novembro e 02 de dezembro. Na ocasião estará presente o Dr. Berthold Koletzko, da Alemanha, que tem coordenado os estudos deste tema em muitos centros da Europa.

Risco de hipertensão no primeiro ano - Na última década, os pesquisadores passaram a se preocupar não só com o crescimento saudável, mas quanto desta alimentação poderá promover uma vida saudável na maturidade. Eles verificaram que a fase da vida em que o sal tem a maior correlação com o desenvolvimento de Hipertensão Arterial é no primeiro ano. Em nenhuma outra fase da vida o sal pode ser tão relacionado com esta patologia do adulto quanto no primeiro ano.

O sal é oferecido na introdução de sólidos, onde a criança ainda não desenvolveu este paladar, mas os adultos provam os alimentos e colocam sal baseados em seu próprio paladar. “Ao acrescentarem sal na alimentação, estão estimulando este paladar e em geral oferecendo excesso deste nutriente. Além disto, as crianças que recebem leite de vaca integral ao invés de leite humano também acabam excedendo a ingestão de sódio (principal componente do sal)”, diz Spolidoro. O leite de vaca tem altas concentrações de sódio, assim como de proteína, que por sua vez tem sido associado à síndrome metabólica e obesidade na vida adulta.

Estudos constataram que excesso de proteína e ganho de peso muito rápido, especialmente em prematuros e recém nascidos de muito baixo peso, promove distúrbios metabólicos, alterações gênicas (isto se chama epigenética), favorecendo o desenvolvimento desta grave patologia na vida adulta.

A obesidade é o mal do século, acometendo uma população cada vez maior em todo o mundo, e isto pode ter seu início na alimentação do primeiro ano de vida. “Assim, cuidar da alimentação de nossos bebês é da maior importância, evitando excessos e ganho de peso além das curvas de crescimento normal”, finaliza Spolidoro.


segunda-feira, 17 de maio de 2010

Banana para a Hipertensão

A fruta, uma das fontes mais conhecidas de potássio, que garante o bom funcionamento dos batimentos cardíacos, ganha notoriedade a partir de estudo divulgado nos EUA

Nova York - Estudo publicado recentemente na revista norte-americana Archives of Internal Medicine engrossa o coro em prol do potássio. Pesquisadores mediram suas quantidades e a do sal na urina de 2.974 voluntários e notaram que aumentar a ingestão de potássio e restringir a de sódio diminui em até 50% as perturbações relacionadas à pressão nas alturas, como infarto e derrame. "Isoladamente, no entanto, essas duas medidas não surtem o mesmo efeito", observa Nancy Cook, professora da Universidade de Harvard e uma das autoras do trabalho. Apenas maneirar no sal, por exemplo, só derruba em 20% o risco de turbulência nas artérias.

Por que a dobradinha dá resultados mais satisfatórios? O potássio garante o bom funcionamento dos batimentos cardíacos, facilita a dilatação dos vasos e ainda melhora a sensibilidade à insulina - o que pode ser bem útil para quem sofre de resistência ao hormônio, um fator que colabora para a ocorrência de problemas cardiovasculares, ainda mais quando já existe um quadro de hipertensão. "Além disso, esse mineral parece reduzir os efeitos negativos do sal, porque induz à eliminação do sódio pelos rins", comenta Nancy. Portanto, dá para deduzir que manter o dueto em uma gangorra estática - sódio no chão e potássio em níveis elevados - seja a medida mais eficiente para proteger o corpo. O potássio melhora a elasticidade dos vasos e, com isso, ajuda no controle da pressão. Mas, na prática, pouca gente sabe ou se lembra disso.

Faça um teste: resgate na memória a última vez que você viu um hipertenso comendo banana, uma das fontes mais conhecidas de potássio (uma unidade média tem 215mg), só para controlar a doença.

Quanto ao sal, um adulto saudável deve ingerir, no máximo, seis gramas de sal por dia, mas a maior parte dos brasileiros consome nada menos que 12 gramas. O sal que tempera a comida de cada pessoa que consegue tê-la à mesa foi considerado, no passado, artigo de luxo e serviu de moeda de troca em civilizações antigas, chegando até a ser o estopim de disputas territoriais - a palavra salário deriva dele. Mas, quando o assunto é saúde, não é de hoje que ele desfila sua fama de vilão mundo afora. Falou em hipertensão, pode ter certeza de que alguém vai citá-lo. O excesso de sódio, principal ingrediente do sal de cozinha, provoca retenção de água no organismo e aumenta o volume de sangue circulando. Maior volume sanguíneo passando pelo mesmo espaço de veias e artérias significa maior pressão nas paredes dos vasos. Para o bem do coração e das artérias, menor ingestão de sal e maior de banana devem fazer parte do cardápio das pessoas. A fruta - largamente produzida no Brasil, especialmente em Minas Gerais, no Vale do Jaíba, Norte do estado -, que já foi comprada a preço baixo, tem bem melhor status na alimentação dos brasileiros, principalmente os desportistas, mas as dicas desse estudo publicado nos EUA podem lhe render toda a notoriedade que merece.

OUTRAS FONTES

O portássio pode ser encontrado em muitos outros alimentos

Soja - 486mg (uma concha pequena)

Melão - 367mg (uma fatia média)

Couve - 331mg (três colheres de sopa)

Grão-de-bico - 285mg (uma concha pequena)

Laranja - 245mg (uma unidade média)

Mamão - 222mg (uma fatia média)

Brócolis - 214mg (6 ramos)

Tomate- 200mg (uma unidade)

Goiaba - 178mg (uma unidade média)

Pera - 162mg (uma unidade média)

Melancia - 156mg (uma fatia média)

Feijão - 153mg (uma concha pequena)

Mexerica - 150mg (uma unidade média)

Espinafre - 134mg (três colheres de sopa)

Lentilha - 132mg (uma concha pequena)

Agrião - 131mg (um prato de sobremesa)

Abacaxi - 131mg (uma fatia média)

Alface - 126mg - (um prato de sobremesa)

Linhaça - 126mg (duas colheres de sopa)