quarta-feira, 31 de março de 2010

VI edição do Congresso Brasileiro de Ciências da Saúde Humana




A Universidade do Contestado sente-se honrada em lançar a VI edição do Congresso Brasileiro de Ciências da Saúde Humana. Nesta edição a temática é: “Vivendo intensamente com Saúde”. É um evento científico de grande porte realizado bianualmente envolvendo profissionais da área da saúde e afins.

É uma promoção dos cursos de Educação Física, Nutrição, Psicologia, Enfermagem, Farmácia e Fisioterapia.

A complexidade do momento atual tem conduzido o ser humano a buscar um “novo olhar” sobre o sentido da vida. As pessoas querem e estão vivendo mais, no entanto é preciso viver bem e com saúde. Sendo este, portanto, um evento de interesse a toda comunidade.

PÚBLICO ALVO: Profissionais e pesquisadores da área da saúde, social, educação e afins. Acadêmicos de graduação, pós-graduação e comunidade em geral.

OBJETIVO: Oportunizar aos acadêmicos e comunidade em geral momentos de reflexão e vivências sobre o viver saudável.
Para realizar a inscrição e maiores informações acesse: http://www.uncnet.br/ ou http://www.uncnet.br/apps/cbcsh6/

segunda-feira, 29 de março de 2010

Nutricionistas advertem contra o mau uso da ração humana

Uso do produto não é programa de emagrecimento, dizem. Excesso de fibras pode causar sérios problemas intestinais.
A ração humana, produto que virou moda entre os que gostam de incluir novidades na dieta, deve ser usada com cuidado, adverte a nutricionista Juliana Verzolla, especialista em nutrição funcional.

Quem quer perder peso pulando a etapa do exercício físico e da boca fechada não pode se enganar: o produto não é uma solução, nem um programa de emagrecimento.

"A ração tem que ser misturada com leite ou suco. As fibras possuem muito açúcar e, em excesso, elas fazem mal", diz Juliana, que dá outra dica: muita gente está usando a ração de forma equivocada, substituindo refeições.

“A ração alia produtos saudáveis, mas eles não se adaptam ao organismo de qualquer pessoa”, diz Verzolla. Apenas uma vez por dia, diz nutricionista

Outra nutricionista, Flávia Morais, que trabalha para a rede Mundo Verde, especializada em produtos naturais, diz que o uso abusivo da ração, que pode ser comprada pronta ou com os ingredientes separados, implica numa série de riscos.

“A ração só pode ser tomada uma vez ao dia e de preferência na parte da manhã. Essa mistura de cereais em pó pode trazer um sério risco à saúde, caso seja tomada sem orientação de um profissional”, diz Flávia.

Ela descreve um possível quadro de problemas com o uso inadvertido da ração: "A pessoa pode ter distinção abdominal ou até mesmo constipação intestinal, já que o organismo de cada um funciona de uma forma diferente", explica a nutricionista.

Flávia explica que a ração não é a fórmula para o emagrecimento e as fibras misturadas inibem o apetite. Ela alerta que exercícios físicos e dieta balanceada são essenciais para ter um corpo bonito e saudável. "A ração não tem segredo, é só saber conciliar atividades físicas com a mistura em pó", explica.

Ajuda no funcionamento do intestino. A principal razão que levou a economista Andréa Gomes, de 41 anos, a comprar ração humana foi acreditar na ajuda para o bom funcionamento do intestino.

"A ração deixou a minha pele e o meu cabelo mais bonitos, mas o principal diferencial foi que meu intestino está funcionando muito bem", acredita Andréa. Ela optou por comprar os ingredientes separados e fazer a mistura em casa.

Cecília Bastos, de 57 anos, resolveu comprar a ração humana por indicação de um amigo. "Ele falou que faz bem à saúde e que tudo funciona melhor, vou pagar pra ver, né?", informa a psicóloga.

Para Rachel Correia, a ração serviu para a família toda emagrecer. "Aqui em casa eu, meu filho e meu marido tomamos a ração misturada com leite e com uma fruta. Assim fica mais gostoso", diz a funcionária pública, de 39 anos.
Fonte: Globo.com

quinta-feira, 25 de março de 2010

Mamães em forma

Emagrecer depois do parto é uma preocupação da maioria das mulheres que têm filhos. Especialistas recomendam prática de exercícios e dieta balanceada desde o começo da gestação. Cirurgias plásticas só devem ser feitas um ano depois do nascimento do bebê

São nove meses de espera. Enjoos, inchaços e vários quilinhos a mais. Com o nascimento do bebê, a maioria dos incômodos vai embora. Porém, um desafio permanece para grande parte das mães: perder o peso extra. Nessa hora, nada de desespero ou soluções radicais. Dietas restritivas podem prejudicar a qualidade do leite, afetando assim a saúde da mulher e do bebê. O melhor, portanto, é se programar, cuidando para não engordar muito durante a gestação. Médicos e Nutricionistas são unânimes em prescrever ALIMENTAÇÃO equilibrada e exercícios nos meses de espera para, mais tarde, voltar à boa forma com mais facilidade.

Segundo o obstetra Jair Tabchoury, é normal que, durante a gravidez, a mulher ganhe entre 8kg e 12kg. "Mais do que isso é porque a mãe ou descuidou da alimentação ou teve algum outro problema", conta o médico. A boa notícia é que a maior parte desse peso vai embora durante o parto ou logo depois dele. "No parto, em geral, a mulher perde de 4,5kg a 5kg. Em grande parte, pelo bebê, mas também por causa do líquido amniótico e do sangue perdido", explica Tabchoury.

Nas semanas seguintes, outros 2,5kg são perdidos naturalmente. Isso porque a gestação faz com que a mãe retenha muito líquido, que passa a ser eliminado com o passar dos dias. "O processo se deve a alterações hormonais que acontecem no corpo da gestante e desaparecem com o parto. O mesmo acontece com o sangue. Durante a gravidez, alguns quilos a mais são por causa do aumento da quantidade de sangue que circula no corpo da mãe", completa.

Mesmo assim, é preciso paciência. Os especialistas dizem que o corpo da mulher demora cerca de dois anos para voltar completamente à normalidade. Nesse período, não é indicado nenhum tipo de tratamento mais agressivo para o emagrecimento, principalmente se a mulher estiver amamentando. "Durante a amamentação, o corpo exige uma energia maior do organismo da mãe, portanto, se ela fizer dieta de emagrecimento, por exemplo, a produção de leite materno pode ser afetada", explica a Nutricionista Roberta Conejo.

Por esse motivo, ela volta a bater na tecla dos cuidados durante a gravidez. "É um período de muita tensão para a mãe, e essa tensão pode ser transformada em compulsão por comer, por exemplo, por isso as futuras mamães precisam estar atentas à questão. Os exercícios, além de ajudarem com o peso, ainda auxiliam a controlar a ansiedade", conta Roberta Conejo.

Ioga

A psicóloga Naddia Cristina Soares Lopes, 29 anos, passou por todo esse caminho descrito pelos médicos. Quando a pequena Letícia, 2 anos, nasceu, a mãe havia ganhado 12kg, medida apontada como normal pelos especialistas.

Para isso, Naddia praticou atividade física e cuidou bem da Alimentação. O resultado não poderia ser melhor.

Além de ter uma criança saudável, a mãe não teve problemas para emagrecer. "Eu acho que ou você se cuida desde o início ou vai ter muita dificuldade. Por isso mesmo, eu não descuidei um minuto", diz.

Além da ioga, que praticou desde o terceiro mês de gestação, após a fase inicial de enjoos, Naddia procurou a ajuda de uma Nutricionista. "Ao contrário do que as pessoas podem imaginar, eu não tive que limitar minha alimentação. O que eu fiz foi evitar alimentos ricos em gordura e açúcar, como fast food, salgadinhos e doces", ensina a psicóloga. Dois meses após a chegada de Letícia, ela já tinha perdido 8kg. O outros 4kg foram embora mantendo a alimentação equilibrada e os exercícios. "As pessoas tendem a culpar a gravidez pelas mudanças no corpo. Comigo foi exatamente o contrário. Meu corpo voltou totalmente ao que era antes. Valeu a pena me cuidar", conclui.

Se as alterações no corpo de Naddia foram fáceis de ser controladas, o mesmo não ocorreu com Rebeca Mendes de Siqueira, 27 anos. A mãe de Isadora, 6 meses, sempre teve tendência para engordar e, por isso, precisou seguir uma alimentação bastante controlada quando estava grávida. Ela retirou totalmente de seu cardápio grande parte das frituras, chocolate e outros alimentos ricos em gordura. Por outro lado, aumentou o consumo de frutas, leite, fibras e verduras.

O cuidado foi tanto que ela chegou a passar por um susto. "A minha dieta consistia em comer um pouquinho a cada três horas. Quando pulei uma dessas refeições, meu corpo não respondeu bem e eu tive uma crise de hipoglicemia", lembra a mãe. No fim, Naddia ganhou 13kg durante a gravidez, dos quais 10kg já foram devidamente eliminados. "Eu emagreci naturalmente, mas ainda faltam uns 3kg ou 4kg, que estão me incomodando. Acredito que, com o tempo, eles também vão sumir", torce.

Plásticas

Se regimes de emagrecimento devem ser evitados durante a amamentação, o mesmo vale para as cirurgias plásticas.

A Sociedade Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia desaconselha qualquer tipo de intervenção cirúrgica pelo menos seis meses depois do parto. "As alterações hormonais que acontecem no corpo da mulher aumentam o risco, por exemplo, de trombose e problemas relacionados à coagulação. Por isso, é melhor ela esperar um pouco antes de se submeter a uma lipoaspiração ou uma abdominoplastia, por exemplo", explica o ginecologista Jair Tabchoury.

O cirurgião plástico Wandler de Pádua recomenda que as mães esperem um ano para se submeterem a intervenções desse tipo. "Cada caso deve ser avaliado individualmente, mas recomendo que esse prazo seja esticado ao máximo, mesmo porque é um momento em que a criança precisa de muita atenção da mãe, que deve colocá-la em primeiro plano", afirma. Se a cirurgia for nos seios, o período de amamentação também deve ser observado. "Depois da criança deixar de mamar no peito e o leite secar, é preciso esperar pelo menos mais dois meses", completa o cirurgião plástico.

1 - Alimento

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) a criança deve ser amamentada, preferencialmente, até os 6 meses de idade. Nessa fase, o leite materno é o único alimento de que o bebê necessita. Depois do sexto mês, podem ser introduzidos outros alimentos, mas o leite materno pode, e deve, continuar sendo oferecido até os 2 anos. Outro cuidado que as mães devem ter é com a alimentação, já que tudo que elas ingerem pode ser passado para a criança pelo leite. Devem ser evitados alimentos que causam fermentação, como café, frituras e frutas ácidas, pois podem causar cólicas no bebê. Outro cuidado é com medicamentos.

Como agir

Confira as dicas para uma gravidez e um período pós-parto saudáveis:

A dieta durante a amamentação deve ser hipercalórica, já que a mãe necessitará de mais energia para amamentar o filho. Por isso, prefira alimentos mais leves, que não causarão problemas se consumidos em excesso, e busque orientação de um especialista

Evite tomar água pelo menos uma hora antes ou depois das refeições, já que ela contribui para os desarranjos intestinais próprios dos períodos de gravidez e pós-parto

Não consuma alimentos fermentados - como iogurtes, frituras e café - enquanto estiver amamentando, pois eles contribuem para o bebê ter cólicas

Faça atividades físicas de baixo impacto, como hidroginástica e ioga. Atividades mais pesadas, como musculação e exercícios aeróbicos, podem dificultar a recuperação do corpo

Apesar de cada mamada consumir em média 900 calorias, a mãe não deve utilizá-la como forma de emagrecimento, pois pode resultar em uma dificuldade de produção de leite

Só recorra a cirurgias plásticas ou tratamentos mais agressivos depois de passada a fase de amamentação. O ideal é esperar pelo menos 1 ano para fazer operações do tipo

Remédios para emagrecimento, mesmo fitoterápicos, nunca devem ser ingeridos, já que eles são transmitidos para o bebê pelo leite.


Fonte: CFN

terça-feira, 23 de março de 2010

Qualidade de vida na terceira idade

A população idosa, além de ser a que mais cresce de acordo com estatísticas mundiais, possui diversas necessidades especiais, as quais devem ser atendidas, com o objetivo de melhorar a saúde e qualidade de vida.

De acordo com estudos recentes, a alimentação faz parte dos cuidados especiais durante a terceira idade. A pesquisa analisa a contribuição da educação nutricional e promoção da saúde em idosos.

De acordo com os resultados, a educação nutricional é capaz de permear hábitos alimentares e estilo de vida saudáveis no curso da vida, fazendo com que as pessoas alcancem idades avançadas com melhor condição de saúde e qualidade de vida.

Outro estudo aborda o desempenho de atividades físicas em idosos. De acordo com a pesquisa, foi identificada diferença significativa entre o nível de atividade física e a qualidade de vida relacionada com a saúde.

Sendo assim, a intervenção nutricional e ações em relação á qualidade de vida, são fundamentais para a melhora da saúde e bem estar dos idosos, demonstrando que apesar de possíveis limitações e necessidades especiais devido á idade avançada, é possível melhorar a saúde e qualidade de vida dessa população.

Fonte: Nutrição em Pauta (http://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=1184)

segunda-feira, 22 de março de 2010

Consistência dos alimentos e o controle do apetite

Muitas pesquisas vêm sendo desenvolvidas no sentido de identificar os elementos que mais contribuem para a crescente incidência da obesidade na população mundial. Dentre esses elementos, um fator significativo tem sido a relação entre o estado físico em que o alimento é ingerido e o ganho de peso corporal.

Isso porque os alimentos podem ser classificados segundo suas diferenças sensoriais, propriedades físicas e químicas, as quais contribuem para a regulação do comportamento alimentar e, também, para a regulação do metabolismo energético.
Os alimentos líquidos levam a um maior risco para o ganho de peso corporal, pois exercem um menor poder sacietógeno em comparação aos sólidos, além disso, parecem atuar também de forma diferenciada em indivíduos obesos e não obesos.

Os possíveis mecanismos envolvidos nesse fraco controle do apetite pelos líquidos são: falta de mastigação, fase cefálica da ingestão menos pronunciada, esvaziamento gástrico mais rápido e fatores cognitivos. Entretanto, o assunto é ainda muito controverso, visto que vários pesquisadores encontraram uma associação inversa. Além disso, constatou-se que uma grande parte dos resultados das pesquisas não é conclusiva, e que os possíveis mecanismos envolvidos nesse fenômeno ainda não foram esclarecidos.

Deste modo, em termos da prevenção e tratamento da obesidade, é necessário rever a freqüência e a quantidade do consumo de alimentos líquidos, contendo alto valor energético, especialmente na forma de bebidas.

Fonte: Nutrição em Pauta

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nutrição e Qualidade de Vida


Os nutrientes existentes nos alimentos são fundamentais para o crescimento, desenvolvimento e manutenção das funções vitais. Quando ingeridos de forma adequada em qualidade e quantidade, colaboram para a qualidade de vida e contribuem para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis.


Atualmente alguns nutrientes são estudados, com o objetivo de se encontrar mais benefícios em seu consumo, assim como evidencia estudo recente, o qual comparou os efeitos da ingestão de quantidades altas e normais da caseína no café da manhã, relacionando com a saciedade e consequente ingestão energética.

Os resultados indicaram que o café da manhã que possuia em sua composição cerca de 25% de caseína resultou em maior período de saciedade do que o desjejum que possuia cerca de 10% de caseína. A saciedade das pessoas que consumiram maior quantidade de caseína durou cerca de 3 a 4 horas, mas não reduziu a quantidade de energia consumida durante o dia.

A ingestão adequada de peixes é uma recomendação nutricional que está sempre em pauta, devido aos benefícios que esse alimento oferece, através de seus nutrientes, assim como os ácidos graxos ômega 3. Os estudos têm demonstrado que o consumo regular de peixes contribui para a melhora dos níveis séricos de colesterol e suas frações, mesmo em pacientes obesos que possuem níveis de colesterol alterados, os quais são fatores de risco para o desenvolvimento de diversas doenças.

Sendo assim, a ingestão alimentar diária, deve conter alimentos ricos em nutrientes que promovam benefícios ao organismo e que auxiliem na prevenção de doenças crônicas não transmissíveis, contribuindo para a longevidade e qualidade de vida.

Fonte: Nutrição em Pauta

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ração Humana

Mistura de farelos, velha conhecida dos Nutricionistas, é lançada como fórmula pronta e ganha espaço como esperança de emagrecimento. Especialistas alertam, porém, que o ideal é o preparo individualizado.

O nome é um pouco indigesto, e o gosto também não chega a ser o de uma guloseima. Mas os efeitos da ração humana sobre os quilos a mais têm provocado euforia no Brasil. O misto de farelos já era um velho conhecido dos Nutricionistas, que há tempos fazem a prescrição aos pacientes. Uma empresa de produtos naturais, porém, lançou a fórmula pronta no mercado e bastou que um famoso programa semanal da televisão mostrasse os benefícios dos ingredientes para que a ração virasse febre no país.

A Nutricionista funcional Carina Tafas, especialista em personal diet pela escola de NUTRIÇÃO NTR de Porto Alegre, explica que pessoas com deficiência de vitaminas do complexo B têm dificuldades para emagrecer e, como a ração é rica desses nutrientes, o processo é facilitado. Além disso, as fibras ajudam a regular o intestino, estimulam a digestão, desintoxicam e inibem a absorção da gordura. "Porém, somente da refeição que foi feita junto com a ração. Ela não diminui a gordura já acumulada no organismo", alerta.

Sob orientação

Para evitar incômodos, a Nutricionista Joana Lucyk, da clínica Saúde Ativa, especializada em nutrigênese, diz que os candidatos à ração deveriam procurar um especialista. "Desse modo, se garante a indicação de utilização na quantidade adequada, assim como a definição dos melhores componentes para cada caso específico. As fórmulas prontas têm composições, calorias e quantidades de nutrientes diferentes e, portanto, pessoas diferentes têm indicação de uso diferentes", argumenta.

Carina Tafas lembra que, para algumas pessoas, a ração comprada pronta pode fazer mal à saúde. É o caso de diabéticos, que não podem ingerir o cacau e o açúcar mascavo, e dos hipertensos, que não devem tomar o guaraná, substância estimulante. "Como muitos ingredientes da ração contêm glúten, ela deve ser evitada por pessoas alérgicas à substância, que podem sofrer com inflamação intestinal. É preciso tomar muito cuidado com a individualidade bioquímica", diz a Nutricionista.

Ela lembra que há outras doenças relacionadas à intolerância ao glúten, como psoríase e artrite reumatoide, cujos sintomas podem piorar por causa da ração. Quem sofre de males do cólon também deve ficar longe da mistura, porque a tendência a inflamações no intestino pode se agravar. Nesses casos, a ração só é indicada com acompanhamento de um especialista, que vai substituir os ingredientes agressivos por outros tolerados pelo organismo.

Valor nutritivo

Embora variem, as receitas são preparadas à base de componentes com rico valor nutritivo, como cacau, quinua real, soja, aveia e trigo (veja arte). Alguns dos ingredientes combatem os radicais livres, um dos vilões do emagrecimento, outros regulam o colesterol, sem falar na quantidade de vitaminas e minerais que levam para o organismo. "São muitas as substâncias, e a maioria delas são fontes de fibras. Quando se mistura os alimentos, obtém-se boa quantidade de fibras solúveis e insolúveis. Portanto, essa mistura ajuda na regulação intestinal, no controle de produção de colesterol e age na saciedade. A maioria dos ingredientes são boa fonte de carboidratos, de minerais e vitaminas do complexo B", explica Joana Lucyk.

Mas, sozinha, a ração não funciona. A alimentação deve ser equilibrada.

Já para a Nutricionista Joana, as pessoas devem usar o mix como complemento, "visando o equilíbrio alimentar". "Como a composição é rica em vitaminas, minerais, carboidratos, gorduras de boa qualidade, fibras e proteínas, ela pode promover a recuperação de falhas nutricionais e um melhor equilíbrio nutricional no organismo e, então, auxiliar no processo de emagrecimento. O emagrecimento é consequência do equilíbrio nutricional", defende.

Joana recomenda moderação no uso da ração humana. "O excesso desse alimento não implicará necessariamente perda de peso. Ele pode ser utilizado diariamente, mas com moderação", afirma. Segundo ela, é difícil padronizar a quantidade que deve ser utilizada, mas, no geral, pode-se falar em um consumo médio de uma a três colheres de sopa por dia, acompanhado por uma dieta saudável, equilibrada e adequada às necessidades individuais. Ambas as profissionais recomendam a compra de ingredientes embalados e ensacados. Em feiras, os cereais são vendidos a granel, mas correm o risco de contaminação, lembram.

A fórmula não é mágica. Como há muitos componentes calóricos, se a pessoa comer demais, vai engordar, em vez de emagrecer

Para usar como suplemento
(Lívia Zimmerman, médica nutróloga)

O que estão chamando agora de ração humana já era algo que eu usava há muito tempo com meus pacientes. Não gosto dessa relação que fazem da mistura de farelos com emagrecimento, porque não concordo com a substituição das refeições. São ingredientes interessantes, que fazem bem ao organismo, mas devem ser usados como suplemento. O mais interessante da mistura é a fibra, que melhora o intestino. Prefiro que a pessoa prepare a fórmula em casa, com a orientação de um nutricionista, porque são necessários alguns cuidados. A mistura pronta vem com açúcar mascavo, por exemplo, e, para os diabéticos, isso faz aumentar a glicemia.

Fonte: CFN